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Para juntar dinheiro e realizar o sonho de estudar inglês no Canadá, o pequeno Alan Zabot Costa, 10, pediu à mãe que fizesse brigadeiros para ele vender aos vizinhos, parentes e conhecidos. O que começou como uma brincadeira em dezembro de 2014 acabou virando a renda principal da família. A ideia de Alan deu origem ao Doce Menino Doce, food bike de brigadeiros em Tubarão (SC).

A mãe, Isabelle Zabot, 39, faz questão de ressaltar que o menino não trabalha: é ela quem faz os doces artesanalmente e o marido, Alan Ghisi, 36, pedala o triciclo vendendo os produtos pelas ruas da cidade, enquanto o filho estuda. “Só deixamos ele vender algumas caixinhas do doce uma vez por semana, para não desmotivá-lo”, diz.

São 26 sabores diferentes de brigadeiro, entre eles, de churros, panetone, Ovomaltine, Kit Kat, Nutella e Negresco. Os doces são vendidos em caixinhas com quatro unidades, que custam R$ 10. A família não divulga dados financeiros do negócio, como investimento inicial, faturamento e lucro.

A empresa é formalizada e tem autorização para fazer vendas no triciclo como ambulante. Zabot diz que, no começo do mês, chega a vender 50 caixinhas por dia. Após o dia 10, as vendas caem para cerca de 30 caixas por dia. Em dias de chuva, a bike não sai para vender.

Apesar de ser pedalada pelo pai, a bike também foi ideia de Alan. “Os doces foram ficando famosos na cidade e a gente estava gastando muito com gasolina para fazer as entregas de carro. O Alan sugeriu usar um triciclo, mas só topamos depois de ver uma reportagem sobre food bikes na TV”, diz a mãe.

Lei veta trabalho de menores de 14 anos

O advogado Nuredim Ahmad Allan, especialista em direito do trabalho, diz que a lei veta o trabalho de menores de 14 anos em qualquer circunstância. Ele diz que o caso do Doce Menino Doce é mais moral do que trabalhista, e o assunto está em alta por causa de debates sobre o trabalho de atores e apresentadores mirins.

“Tem a ver com o exercício do pátrio poder. Os pais devem cuidar para que o envolvimento do menino não prejudique seu desenvolvimento educacional, psíquico, emocional e para que ele não lide com responsabilidades de adultos. Enquanto o garoto encarar isso como uma brincadeira, não há problemas no meu entendimento, mas o Ministério Público Estadual pode intervir se achar abusos.”

Triciclo foi parcelado pela avó e uniu a família

O triciclo foi adquirido em março, com a ajuda da avó, que emprestou seu cartão de crédito para parcelar a compra. Com a reforma, custou R$ 4.500 e ainda está sendo paga pela família.

O pai de Alan vivia entre Santa Catarina e São Paulo, onde trabalhava como modelo e promotor de eventos. Graças ao sucesso do negócio, as viagens constantes acabaram e a família permanece unida. “Isso foi uma alegria para ele”, diz a mãe.

O sonho do intercâmbio está cada dia mais perto para Alan. Zabot diz que deposita uma quantia variável na poupança do filho todo mês, mas que ele só terá autorização para a viagem depois de concluir o Ensino Médio.

“Se até lá ele não quiser mais ir para o Canadá, poderá gastar com outra coisa. Ele é muito focado e inteligente, já faz aulas de inglês e de violão, e o boletim só tem nota 10”, diz a mãe coruja.

Além da Doce Menino Doce, o casal também possui uma empresa de serviços para bares em festas e eventos, mas, segundo Zabot, os brigadeiros são a principal fonte de renda da família agora. “Queremos fazer o negócio crescer, mas sem perder a característica artesanal”, afirma.

Jovens empreendem mais cedo, mas falta experiência

Para Leticia Menegon, professora do curso de administração e coordenadora da Incubadora de Negócios da ESPM, os jovens estão empreendendo cada vez mais cedo, o que é positivo. “O empreendedorismo deve ser incentivado desde a infância, pois forma adultos mais maduros e responsáveis”, diz.

No entanto, ela alerta que a atividade não deve atrapalhar a vida escolar nem ser confundida com exploração do trabalho infantil. “Tem pessoas que já nascem com tino empreendedor. Se a iniciativa partir da criança, ela deve ser estimulada, para não se sentir podada em sua natureza.”

Por outro lado, jovens também têm menos experiência e menos conhecimento sobre gestão. “O risco para empresas que nascem assim, praticamente a partir de uma brincadeira, é a profissionalização da gestão. A administração deve ser responsabilidade de um adulto que, se também não tiver conhecimento, pode buscar a ajuda de um mentor.”

Ela afirma que a família encontrou um bom negócio para atuar, mas que o crescimento do negócio fica restrito pelas características da produção artesanal. “Além disso, há o risco de contratar funcionários que viram concorrentes depois de aprender a receita e criar um negócio próprio, o que é muito comum”, afirma.

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